Quarta-feira, Novembro 29, 2006

É diferente!

Hoje li uma coisa:
«A lei não pode obrigar um branco a amar-me mas pode evitar que ele me linche.»
M. Luther King

Eis o cerne do nosso drama contemporâneo: a defesa dos mais fracos.

Ao longo da história, as minorias foram desconsideradas pelas maiorias. Nem sempre por maldade, nem sempre por egoísmo ou nem sequer de má vontade. Tão simplesmente porque as minorias eram diferentes das maiorias. Eram mais escuros, "do sexo fraco", de religião diferente. Eram diferentes, esse é o verdadeiro problema.

Depois do fim da escravatura, da queima dos soutiens e do grito de Luther King, preparamo-nos para escolher mais uma faixa societária que não tem direito a protecção porque... é diferente!

Os escravos puderam lutar pela liberdade e as mulheres e os negros puderam lutar pela igualdade. A única diferença é que as crianças na barriga da mãe não podem lutar...

Mais de 200 anos depois, chegámos à conclusão que o coração de cada um de nós é igual ao de qualquer outro ser humano. Menos ao coração de uma criança na barriga da mãe. Esses é que não!

10 comentários:

Poeta Prosador disse...

Tenho vindo a ler o teu “blog” (nem por isso mas quase). Gosto bastante da tua preocupação para com a humanidade (lol)… “A defesa dos mais fracos?!” Gosto do teu esforço em tentar demonstrar a tua opinião…simplesmente e somente não compreendo muito bem… (mas gosto de certas distorções das coisas que por vezes dão para rir um pouco – como por mero acaso a citação que colocaste neste post… mas fixe)

A favor da vida? Dizes-te? pois acredito que te aches… porém…!... … sabes quantas pessoas por dia morrem escusadamente? (quantas vidas podiam ser salvas senão se pensa-se na palavra “lucro”, se se tivesse nascido noutro local do mundo) onde está a tua preocupação com esses? É a única questão que farei neste comentário…

De certo irás dizer… “que tem isto a ver com o tema”... ao que respondo “tudo” teoricamente segundo a tua pessoa uma vida é uma vida como tal tanto faz ser um africano ou um europeu ou um bebé por nascer! (pequeno problema nessa filosofia: é que existe Diferença!) mas somente tentas salvar um deles… Iras dizer ou então pensar “que ao menos tento fazer a diferença N’algo que posso mudar!” o problema é que podes mudar tudo mas cingiste a mudar aquilo que te fizeram achar que devias mudar! No fundo tentas mudar aquilo que te incomoda! Aquilo que tá a tua frente e e não no exterior!... (Irias dizer e pensar mt mais mas … não te quero tirar a personalidade júridica!...acredito na liberdade! E de preferência caso respondas… não venhas dizer “como sabes o que iria ou não pensar, bla bla bla…” responde algo original do género… “folgo em saber que és vidente!”)

Não me apetece entrar em debates sobre o aborto em si!... porque senão isto tornaria-se n’algo interessante e não o quero! … tenho de estudar lol

Mas pronto fim do comentário… continua! E espero que compreendas o porquê e os objectivos deste comment... peço desculpa por utilizar a segunda pessoa… ou qualquer outra coisa nesta quase crítica

Anónimo disse...

Sei que quase não deve valer a pena dizer isto mas revolta-me que alguém tenha coragem de criticar uma pessoa que faz alguma coisa por aquilo que acredita (ou que a fizeram acreditar-qual é a diferença?). Pergunto: e tu, fazes para mudar o mundo como está hoje? lugares comuns como "não sou eu que sozinho hei-de conseguir mudar o mundo" não parecem ser muito o teu genero...
pelo menos há alguém capaz de pensar que para se mudar o mundo é preciso começar por algum lado. E é obvio que o local ideal para começar é aquele que está à nossa frente. Qualquer português que defenda a vida está nos dias de hoje preocupado com a questão do aborto. Sabes porque? Porque ninguém tem o direito de decidir se outro ser humano vai ou não viver. Ninguém pode decidir se no futuro um ser humano vai ser feliz ou infeliz, bem ou mal tratado. É que ao contrário do que dizes ninguém é vidente. Nem mesmo tu que és poeta...

ADAVViseu disse...

Caro amigo

Nas minhas tarefas de coordenador do Blog da ADAV-Viseu tenho viajado pela
blogosfera recolhendo informação diversa sobre a problemática da vida e,
particularmente, agora, do aborto.
Visitei o seu blog que entendo ser um contributo importante neste contexto.
Assim, solicito a devida autorização para colocar um link para ele no nosso
blog, em http://adavviseu.blogs.sapo.pt .

Se eventualmente entender oportuno, pode desde já colocar um link no seu
para o nosso.

Com saudações,
Pela Vida

A Coordenação do Blog ADAVViseu

Visite: http://adavviseu.blogs.sapo.pt http://www.adavviseu.pt.vu/

Kate disse...

Tem toda a minha autorizaçao!

Poeta Prosador disse...
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Poeta Prosador disse...

Vale sempre a pena… acredita-me… leio com todo o prazer.

Não desminto que seja uma crítica, mas como salientei no fim no meu texto o que escrevi “quase crítica…” e tentarei explicar o quase nesta resposta. Mas sobre a minha coragem para criticar: É necessário também coragem para mudar! E se para tal for preciso criticar… acho que o fim da frase é óbvio.

Entretanto, tenho a dizer que tas a ser um pouco contraditório no que dizes, estás-me a criticar da mesma forma que dizes que eu o fiz a dona deste blog (que infelizmente se manteve em silêncio)…! “revolta-me que alguém tenha coragem de criticar uma pessoa que faz alguma coisa por aquilo que acredita”… Mas tu julgas que o que eu escrevi foi por não acreditar naquilo que escrevi? Lolol … Eu que no fundo, duma forma pseudo-agressiva, tentei demonstrar que existe mais para além do presente debate – Que a teoria do “uma vida é uma vida” é deixa-me pensar: demasiado embelezada!... e agora à coitadinho “Eu que no fundo tentei mudar o mundo na minha medida escrevendo neste blog (com uma lágrima no olho)”! e deixando-me de fazer de coitadinho que não é para mim … Eu que tentei referir que existe algo coisas tão ou até MAIS preocupantes no mundo para além do que está a nossa frente!... Lol nice
Já agora? E qual é o problema de tentar fazer uma pessoa buscar um pouco mais? De faze-la pensar um pouco mais? Ainda que tenhas uma opinião contrária?

O que faço para mudar o mundo? – basicamente pouco! Mas acho que todos fazemos demasiado pouco! … (Mas pronto gostei da questão! Ironia) Sobre o mudar o Mundo… acredito que uma só pessoa chega para mudar o mundo! (por mero acaso escrevi um texto relativo a isso ("o ideal perdura...")… mas tiveste lá quase) Espero que me deixes agora entrar nesses “lugares comuns” onde julgo que te julgues encontrar…

Sobre a diferença entre o acreditar por nós e o que nos fizeram acreditar, ela existe! (caso não existisse não existiram mudanças no mundo e o pensamento do mundo estaria estagnado! – emancipação mental?)

Sobre o que escreveste no final do teu texto não posso discordar (isto porque acredito na liberdade do Homem), Mas discordo!na parte do “Qualquer português que defenda a vida está nos dias de hoje preocupado com a questão do aborto. Sabes porque? Porque ninguém tem o direito de decidir se outro ser humano vai ou não viver.” E apesar de achar já ter explicado… o vou tentar fazer de novo… é mais facíl fazendo do seguinte modo… um qualquer português é tb um “cidadão do mundo” como tal faço-te a pergunta que no meu texto orignal fiz: “quantas pessoas no mundo morrem escusadamente por dia?” e dps faço a segunda questão … onde está o debate sobre isso? Eu que não me digo defensor da vida! Falo sobre isso… mas vocês que se dizem, não (estranho talvez ou então não?) … Sobre o vidente eu não me denominei de vidente mas pronto era tipo uma piada (que caso queiras o a explicarei num post a parte)…


Ps: obrigado pela resposta… infelizmente para mim ou para ti, não sei se percebeste realmente o que tentei transmitir!...espero que compreendas agora melhor... e peço desculpa pelo tamanho da resposta… mas eu até gosto ler o que foi dito e de responder ao que foi perguntado e ao que foi dito… e não a outras coisas…

Vitor Carvalho disse...

Para se ser bom político é necessário entender o quão é oportuno colocar as questões certas no lugar certo...
Percebo onde queres chegar poeta, mas os debates têm que ser coordenados, seguir uma linha própria... não se pode num debate sobre batatas falar-se de feijões, sob pena de não se resolver nada, nada mesmo, sob pena de se discutir o infinito das coisas, sob pena de cairmos como D. Sebastião... todos nos preocupamos com a vida, neste momento o assunto a tratar é o aborto... há-de vir o tempo para outras questões...

Poeta Prosador disse...

Hoje em dia não acredito em Bons políticos… folgo em saber que me compreende também compreendo o que quis dizer!... Mas passo-me a também a explicar melhor os motivos dos meus estranhos comentários: O seu objectivo era levarem as questões colocadas por mim ao Aborto e tentar fazer outros conectarem-nos e deles obter respostas! Porque para mim ser político é não só falar mas fazer falar, obter respostas, faze-los compreender outras hipóteses Mas No fundo e acima de tudo melhor tentar compreender o que tentam exprimir ! (porque quanto mais compreender dos outros mais EU compreendo o que me rodeia…)… Entretanto… tenho a dizer que o tempo para outras questões se esperar por eles, eles não chegam! E não existe melhor momento que o agora pk o futuro é demasiado distante!

Entretanto gostei da frase que colocaste e que aparentemente certas pessoas não compreendem que assim seja “Todos nos preocupamos com a vida”…

Obrigado pela resposta!... BEM haja

Anónimo disse...

Acho que isto merece divulgaçäo, por isso o proponho a publicaçäo no vosso blog. Obrigada! Marta aci

Música interessante, legendada em português:
http://www.youtube.com/watch?v=5foecye1o00&mode=related&search

Um correio que a minha irmä escreveu aos meus primos depois de uma conversa de café sobre o referendo do aborto (todos a favor menos ela).

Queridos primos,

Não sei como hei-de dizer tudo o que quero dizer-vos, mas cá vai a minha fraca tentativa.
São 6:07 da tarde de Sábado e eu acabei de chegar a Esposende, onde vim tomar banho e trocar de roupa para ir à festa de uma minha amiga. Ainda queria passar pela Eros para me maquilhar e para escolher uma prenda e depois às 7:00 convém que vá fazer a hora de jantar da minha empregada da parafarmácia. O meu jantar é às 8:30.
Digo isto para que vocês saibam que me pesa imenso o factor “realidade”.
Portanto, não estou a viver um momento filosófico, nem romântico, nem sentimentalista.
No entanto, à vinda para Esposende, vim a chorar como uma Madalena arrependida. Convém lembrar que eu nunca choro. E que também não estou com disposição diferente daquela com que me deixaram há pouco. Estou como vocês me viram, ou seja, bem.
Mas meti-me no carro e pus o CD da Aretha Franklin e ao ver o lindo fim de tarde que estava desatei num choro compulsivo.
Porquê? Por todos os amantes da Natureza, por todos os rapazes que têm um sorriso lindo, por todas as mulheres que se apaixonam e vivem momentos maravilhosos alguma vez na vida, mas que não chegaram a nascer e que, portanto, não chegaram a ver fins de tarde bonitos, nem a rir-se com os amigos, nem se sentiram transportados para o céu quando se apaixonaram.
Iam ser pobres, se tivessem nascido?
Os pobres, os miúdos dos orfanatos não se apaixonam nem riem e não gostam de apanhar sol?
Lembram-se daquela cena do filme “A Vida é Bela” (sim, porque a Vida É Bela!) em que os convidados do casamento se indignam por causa da dificuldade de cálculo exigida a crianças alemãs de poucos anos em contarem ?Quantos judeus sobram de um grupo de 7 se matarmos 3?? É de rir, é de chorar. A pobreza nesta discussão é a parte acessória, assim como a dificuldade aritmética.

Ouvir Aretha Franklin? não sei, lembrei-me dos pretos (dos negros, que é mais poético) e das suas lutas pela liberdade.
Se eu vivesse nessa altura, do fascismo ou da escravatura, imagino-me sempre a ser rica, a ser da parte dos “maus”, mas “boazinha”, tipo, ía olhar para os pretos e para os judeus e ver que “oh pá!, eles até são seres
humanos!” e que ía ter imensa pena e que não os matava.
Mas eu não quero ficar do lado errado da História. Eu queria ser dos que lutam pelos direitos dos homens, eu queria ser grandiosa. Não pelos pretos, não pelos judeus. Por mim! Queria ser dos que lutam pelos direitos dos homens porque são essas as pessoas que têm as cordas do coração mais afinadas, tão esticadas que até doem.
Não queria ficar do lado dos que mais ou menos acabam por não fazer mal nenhum.
Hoje ao vir para Esposende, ao ver o fim da tarde (não o pôr-do-sol que é piroso) e ao ouvir a preta a cantar um “soul so chic, so cool”, comovi-me.
Chorei pelos miúdos que não nasceram, mas muito mais pelos que nasceram, mas ficaram zombies, mornos.

Eu sei que os miúdos dos orfanatos são problemáticos, sei que sofrem horrivelmente, que são revoltados, que a pobreza e a solidão dói mais do que eu posso imaginar. Mas também sei que ser rica, ser gira, saudável e
inteligente como eu (eheh) e como vocês (ahah!) também dói. E que desilude. Que cansa e que revolta. Sei que todos temos problemas e, se querem saber, os meus doem-me sempre muito mais do que os dos outros. Sei que às vezes passam-se meses sem graça nenhuma, sem brilho. E que trabalhar cansa, que os pais, irmãos e filhos aborrecem e magoam muitas vezes.
Mas sei que já experimentei amar. Já vi o mar, o dia, a noite, já ouvi música, já passei o Natal na quinta, já comi fruta incrivelmente boa, tive amigos, apaixonei-me, vi filmes maravilhosos, já amei a Deus e sei, espero
(tenho esperança!) que tudo volte a acontecer mais vezes. É incrível mas eu vejo a luz do dia todos os dias e amo gente todos os dias. Há Natal todos os anos?
Vivo todos os dias e quase todos os dias são só mais um. Mas no meio deles há imensas oportunidades de eternidade ? digo eu que já experimentei.
Eu vivo para momentos desses. Como vocês, certamente. Como toda a gente. Não é de certeza para o carro, para a casa, para a passerelle do sucesso nem para a reforma que vivemos.
E os pretos? E os judeus? Também, calculo. Vivem para amar ou, pelo menos, para momentos em que sentem melhor ou mais o amor. Penso que os que deviam nascer e acabam por não nascer também era para isso que viveriam. Para marcar golos no campeonato inter-orfanatos e para se apaixonarem adolescentemente pelo giraço que tem um pequeno problema com as drogas. Quem sou eu para censurá-los?
Vou matá-los? Ou permitir que o façam?
Vou deixar que todo o desenvolvimento científico, que a riqueza de um país, que a luta pelos direitos do Homem me adormeçam, me insensibilizem a tal ponto que eu me torne na filha do senhor esclavagista que até é boazinha ou no soldado nazi que resolveu não matar aquele judeu?
Certamente que a filha do esclavagista e o soldado judeu eram pessoas do seu tempo e que foram bons e “mereceram” nascer, que foram bons na medida em que a realidade à sua volta e o seu entendimento da mesma lho permitiram.
E se eu olhar para o relógio vejo que são 6:45 e que ainda não tomei banho nem me vesti e que já não me vou maquilhar e, portanto, não vai ser hoje que vou sacar o engenheiro jeitoso na festa. E, no meio desta realidade e do meu entendimento sobre ela, sei que se ligar a televisão vejo o triste noticiário e a seguir a divertida telenovela e que me esqueço de tudo e nem sequer vou querer passar esta carta a computador para vos enviar por email.
Sei que o “choque de realidade” é poderoso e quase nos mata a todos o gosto de viver. Mas é porque gosto de viver que vos escrevo. É porque amo o mundo, os que vão nascer, os que por cá andam e a vocês muito concretamente.
Por isso, é que vou votar não à legalização do aborto ou à pergunta qualquer que ela seja no dia do referendo.
E é por essa mesma razão que eu acho que eu, vocês, os que por cá andam e os que hão-de nascer devemos todos trabalhar mais no “voluntariado” e nos “orfanatos” e na política, nas perfumarias, nos bancos, nas escolas e nos meios de comunicação, de forma a que todos vivam melhor.
Sou hipócrita, sim? mas é porque faço apenas um milésimo do que nasci para fazer. Amo pouco; às vezes, o choque de realidade, os noticiários, a “saúde pública”, o trabalho, a falta de dinheiro ou o medo que ele falte,
me fazem esquecer que uma viagem para Esposende ou um café com a família podem fazer com que valha a pena nascer.

Rita



Bem, afinal não acabei.
Estou no Centro fármaco a fazer a hora de jantar. São 7:30. Vou chegar atrasada. (Meu Deus, como sou uma sacrificada pelos pobrezinhos!)

Eu sei que há óptimos argumentos para o sim. O melhor é o de “vai continuar a fazer-se abortos, só que em situações precárias”.
Em primeiro lugar, para todos os argumentos do sim, há contra-argumentos do não, claro e vice-versa.
Em segundo lugar, o que eu acho que é que “males” haverá sempre. O problema é que a coisa é muito mais profunda que as condições precárias dos abortos ou do julgamento das mães.
A questão é o que leva as mulheres a abortar. A pobreza, a vergonha pública, o medo dos pais,?
Eu acho que nós contribuímos com o facto de sermos ricos e não distribuirmos, com o facto de sermos giros, termos estilo, sermos inteligentes e termos sucesso (sim, eu também sou assim), contribuímos com as nossas opiniões, estilos de vida, comportamento e omissões para que as “mães solteiras” Tenham vergonha de o ser, para a ambição dos pobres em serem ricos e em querem dar aos filhos aquilo que eles não tiveram?
Por isso é que eu acho que o trabalho é muito mais extenso do que só votar não. O trabalho que temos de fazer é dar condições aos outros, não julgarmos, o de definir as nossas prioridades e passá-las aos outros, é o de
trabalhar para o Reino de Deus (lamento o incómodo da expressão). Reino de Deus é o sítio (este) em que as pessoas têm condições para ver mais fins-de-tarde, reparar melhor nas músicas e amar de forma mais pura. É o
sitio em que todos são mais santos, mais Schindler (da “Llista de Schindler”), mais Luther King e menos “oh pai!, dá só três chicotadas; não é preciso serem dez”.

Beijos e beijos,
Rita

PS : Espero não ter estragado o gosto por Aretha Franklin.

Anónimo disse...

Meu caro amigo "poeta prosador",

«Occupation: dormitar mental»

Não me vai levar a mal, mas assim parece.