Um “não” dito com convicção é melhor e mais importante que um “sim” dito meramente para agradar, ou, pior ainda, para evitar complicações
(Gandhi)
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comentários:
Vitor Carvalho
disse...
Não me vou estender a paradigmas e filosofias de "talvez sim, talvez não", mas acredito num estado livre e forte, e um estado dessa magnitude necessita de marcar diferença na sua vida social... Pessoalmente não sou a favor do aborto, penso também no risco que uma mulher corre por praticar tal acto (e isso está afirmado cientificamente), mas acredito que esse estado só existe se cada um tomar consciência das suas decisões, se tudo for livre. É por tudo isto que voto sim no referendo sobre a despenalização do aborto, não para agradar conhecidos (se é que isso é possível neste caso) mas porque acredito no meu caminho e tomo essa consciência irrevogável. Claro, para tal estado existir é preciso se investir na formação e na educação, exactamente aquilo que as nossas identidades reguladoras descartam dos seus trabalhos mais importantes, mas isso é outra história... Continua com o teu blog, mas tenta informar com factos (a própria fé é credível quando é bem demonstrada) e justificar o porquê de escolheres o "Pelo Não"... Vamos criar um estado informado. Boa sorte ;)
Não entendo... Este argumento retomado pelos defensores do SIM que diz: eu, pessoalmente sou contra, mas não vou privar os outros de fazerem as suas opções...!
Este "liberalismo" atávico e totalmente ilógico só pode esbarrar com uma pergunta, bem simples:
"Eu sou contra a pedófilia, não a pratico, mas acho que os outros devem ter a oportunidade de poder optar".
Caro amigo "Jardim do Arraial"... Não queria me estender pelo infinito das coisas, mas como se adiantou com matérias que não cabem na discussão, também eu me vou "adiantar" com outros assuntos: Há questões geopolíticas muito interessantes pelo mundo fora, vou-lhe contar dois exemplo muito simples, o genocídio dos Judeus na Alemanha era uma questão de prioridades étnicas... a morte desesperante de civis do submundo africano, latino e asiático é uma questão de ocupação/espaço e, em muitos lugares, dinheiro, exploração... diga-me meu amigo que mais situações de "politiquisses" conhece que levam à morte de milhares de civis? Vamos assentar todas as questões seriamente, vamos falar das coisas próprias... Faça o senhor(a) um inquérito e vai tirar logo as suas conclusões, pergunte por quantas mulheres já fizeram um aborto e ficará a saber que a maior parte, mais de 70% já o fizeram de livre e espontânea vontade... procure informações de mulheres que vieram a ter problemas - e muitas que já faleceram - devido a um aborto realizado em condições desumanas... pergunte o que quiser... Não acha o senhor(a) que um estado aberto à cultura e à informação, livre, dará maior prospecção de boas condições aos seus cidadãos, mais do que um estado restringedor? Claro, luto todos os dias por um estado assim... e se tal estado acontecesse, talvez não estivessemos aqui a debater o aborto, porque não havia, porque o estado seria um estado de informação, e assim, não havia restrições a esse problema... Quer continuar a manifestar-se com frases "atávicas e ilógicas" que tentam mistificar uma analogia inexistente? "Sou a favor da vida, sou contra ao aborto, então, por isso, vamos continuar a condenar bébes à vida em muitos bairros de lata portugueses, sem instrução e com mães adolescentes sem condições minimas de sobrevivência"... Acho que - e desculpe-me se estiver errado, mas foi o que me transmitiu com a sua sentença - o senhor precisa de perceber melhor em que condições os assuntos são tratados... o que eu quis dizer foi: sou contra o aborto, e sou, pessoalmente sou, se pudesse, e como não olho apenas para o meu umbigo e capto as situações vividas ao meu redor, votaria NÃO... mas a SITUAÇÃO actual no nosso país, e um pouco por todo o mundo, levam-me a ponderar o meu voto e a escolher SIM... É isto que todos nós devemos fazer, não é votar porque achamos "A", é votar porque achamos que "A" se encaixa melhor no perfil social, politico, económico, whatever, dentro da comunidade a que estamos a ponderar. Sabe, foi a censura da cultura Capitalista/Totatalitarista que criou esta sociedade da "desimformação"... temos pena, mas as coisas são mesmo assim!
Mas que raio tem a ver “um estado aberto à cultura e à informação” com um Estado onde uma mulher pode abortar arbitrariamente…?!? Não entendo essa analogia. Alguém aqui questionou essa abertura?!? Você é dos tais que confunde evolução civilizacional com manipulação científica do corpo?
Que se informe, pois! Que haja abertura! Que não hajam restrições à formação e informação! Mas que tem isso a ver com a liberalização do aborto? Essa informação pressupõe esse direito?
Não se trata de uma “analogia inexistente”, caro Vítor. Se você insiste no direito que deve assistir aos outros, de fazer algo que você sabe estar errado, pergunto-lhe se pensará o mesmo em relação à pedofilia! É simples e você não respondeu…!
Será que o aborto é uma coisa má quando é você a fazê-lo, mas já pode ser aceitável quando é alguém que concorda com a prática a fazê-lo?!? Trata-se disso? Então, lá está. A pedofilia é má quando se trata da sua perspectiva, mas se for praticada por quem concorde já se torna aceitável! É a mesmíssima lógica!
Quanto à sua abordagem sobre “condenar bebés à vida em bairros de lata”… Começo logo por destacar a infelicidade do excerto “condenar bebés à vida”, uma peculiar e triste conjugação de palavras. Se é em bairros de lata ou em palácios que viverão os nasciturnos, nada temos a ver com isso. De muito bairro de lata nascem grandes homens e de muito berço de ouro vêm grandes crápulas, certo? Quem somos nós para diminuir a razão de existir de quem nasce com menos posses?!!?
Convido-o a ler, sobre isto, o seguinte texto que deixei no “Aqui há Esperança”:
Todas estas discussões e troca de "galhardetes" a fim de justificar uma ou outra posição pode-se de facto estender até ao infinito, haja capacidade de argumentação, mas quando se tem a coragem de assumir frontal e coerentemente uma posição,quando a lógica impera e não a capacidade argumentativa então determinadas posições acem por terra tal qual um castelo de cartas. Em concreto : Um defensor do SIM tem que ser forçosamente contra o plano de educação sexual existente hoje neste país, senão vejamos : Só existe um aborto quando existe uma gravidez e só existe uma gravidez quando existe uma relação sexual desprotegida, ora se a pedra angular do plano de educação sexual é precisamente consciencializar para o uso do mesmo e se o mesmo par além de prevenir DST's evita uma gravidez, então sem gravidez não há nada a abortar, portanto quem é a favor do SIM ao Aborto TEM que ser CONTRA o uso de preservativo e consequentemente contra o plano de educação sexual. Não existe meio termo. Um defensor do SIM tem que ser a favor da Pena de Morte,não se pode por um lado denunciar a pena de morte como uma barbárie e por outro dizer que está tudo O.K. quando se mata até ás 10 semanas. Já agora qual a diferença entre um ser com 10 semanas e outro com 10 semanas e 1 dia para se legitimar a defesa em matar o primeiro em detrimento do segundo?
Sou a favor do NÃO, contra a pena de Morte e de pleno acordo com o uso do preservativo, tudo o resto não passa de agendamento politico.
Se porventura vencer o SIM não estarão os defensores do Não Legitimados para que daqui a 8 ou 10Anos a exigir um novo referendo? Se o Não vencer quanto daqui a quanto tempo vamos ver os defensores do SIM a clamar por novo referendo?
Caros senhores, informo que criei um novo blog onde defendo a vida, contra a prática do aborto. O endereço para o Huum e tal... NÃO é http://umnao.blogspot.com Cumprimentos
No mínimo vergonhoso é ler o que li da parte dum certo BB… no entanto é um vergonhoso irónico! (dá para rir) Para alguém que inicia uma conversa a dizer que é necessário existir capacidade de argumentação e futuramente diz tamanhas calúnias em forma de Pseudo premissas que levam a conclusões supostamente óbvias! Até agora que começo a reler o que foi escrito para tentar responder me dói o coração, e pela primeira vez acho que escrevo uma resposta a algo pronto parvo! (e peço dsc pela sinceridade! É que até parece mal esse texto quando se escreve “pedra angular”) ainda tive para pensar deixar de responder mas pronto pode ser que um pouco de algo te ilumine! Para finalizar a critica ao que foi escrito se quer realmente fazer e tentar motivar as pessoas para votar no “Não” existem formas menos parvas… como este blog onde até existem coisas bastante interessantes…
Começando então o comentário ( lolololol) ao que foi dito ou sua tentativa pelo sõr BB lol… com que então … a malta do sim deve ser contra o uso dos preservativos! Porque deixa cá ver… o uso do preservativo é pá faria com que deixasse de existir abortos ( fiz uma pausa longa na resposta pk tive a batar com a cabeça na parede… mas será que tu vês realmente sentido nas premissas que escreves? Pronto eu vou tentar achar que sim… ) então uso de preservativos deixar de existir abortos! Porque com preservativos não existem gravidezes e como tal a malta não pode abortar! E COMO O OBJECTIVO DA LEI É A MALTA ANDAR A FAZER RAVES DE ABORTOS POR AI A FORA… claro que faz sentido! (E realmente espero que tivesses todo fdd tipo com álcool ou substancias ilícitas) SIM QUE A MALTA QUE È DO SIM MAL A LEI SEJA APROVADA O PRESERVATIVO VAI A VIDA E AS EMPRESAS QUE OS PRODUZEM VÂO A FALÊNCIA! ( nem assim consegui me equiparar a estupidez do que li…) MAS ainda bem que colocaste as DST na equação ( será que compreendes que também servem para isso e não so para a malta não engravidar??) (Sobre a pena de Morte até conseguiste fazer sentido… upa upa foi difícil?… apesar de existirem mais considerações a fazer… mas já me estou a estender mt e quero escrever outras coisas)
Mas pronto vamos então jogar (que eu acho piada aos jogos que se fazem) ao jogo das premissas parvas que levam a um resultado óbvio: pronto desisti de o fazer… seria preciso descer bastante baixo para se te equiparem e de certo teria de cá vir responder e explicar que eram exagero mas que até eram coisas capazes de fazer sentido… E folgo em saber que usas preservativo! E por outro lado tenho pena que o preto e branco do mundo te seja assim…Talvez seja melhor se se entender melhor a posição do Sim e não só aquilo que ela aparenta ser…
(…) LER AQUI caso não seja BB Parte então importante do meu texto: Após a crítica gostei bastante da última questão do BB “o que impedia daqui a oito anos ou dez o vencido tentar outro referendo…” muito boa questão… (aqual não respondeste somente insultaste…) aproveito e debito um pouco… se o SIM ganhar acho que seria inútil da parte do Não mobilizar os esforços para novo referendo e sim seria útil tentar preservar vidas que supostamente é o que tentam “hoje” fazer ao lutar pelo Não ( coisa que acho já se percebeu não acho que se faça)… Deverão não só tentar consciencializar as pessoas para as diferentes opções que tem para além daquela que aparentemente é a mais fácil, e que se diga não é!... Deverão fazer da opção aborto a pior das restantes isto independente da consciência de qualquer pessoa! ( sim porque existe quem ache que sim… e tal facto não se pode negar…)TALVEZ ISTO SIM SEJA LUTAR PELO NAO...
Novamente peço desculpa a dona do blog por ocupar tanto espaço…
A Plataforma "Não Obrigada", irá realizar no próximo dia 11 de Janeiro de 2007, quinta-feira, às 11.30h, no Hotel Tivoli, em Lisboa, uma Conferência sobre "A MULHER E O TRAUMA PÓS-ABORTO".
Esta Conferência terá como oradores o Prof. Adriano Vaz Serra, Psiquiatra e Professor Catedrático de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Coimbra, a Dra. Margarida Neto , Psiquiatra e a Dra. Maria José Vilaça, Psicóloga.
Durante a Conferência serão revelados e facultados estudos científicos que sustentam as intervenções dos participantes e comprovam a evidência científica do trauma pós-aborto.
Os oradores estarão à disposição para responder a todas questões relacionadas com este tema.
Estranhamente, o acórdão 617/2006 do Tribunal Constitucional, que em Novembro passado verificou a constitucionalidade do referendo, começa por apresentar os projectos de lei que foram reprovados e ignora o 19/X/1 do partido socialista, que está subjacente ao referendo, aprovado em Abril de 2005.
Acontece que nesse projecto se propõe uma alteração ao Código Penal que contempla a exclusão de ilicitude do aborto “por razões de natureza económica e social” até às 16 semanas (cf. alínea c do nº1).
É patente a armadilha estendida ao cidadão votante no referendo: se as 10 semanas vencerem, a liberalização irá na prática até às 16, uma vez que as sobreditas “razões” económicas ou sociais não excluem “pedidos” e “opções”. Isto se o processo legislativo subsequente ao referendo não alterar nada, o mais provável uma vez que este expediente satisfaz mais que amplamente o que estava proposto nos projectos dos outros partidos de esquerda.
Amigos... Embora não vos conheça de lado nenhum fico muito contente por ver todos esses argumentos. Todos vocês fazem este mundo ser preenchido de amor verdadeiro. Votem não. E depois disso lembrem-se que também isso nos dará muito trabalho e responsabilidade. Não sejamos como o mimado do socrates que ou lhe dão o brinquedo dele ou ele nao brinca com mais ninguem (nem ajuda aqueles que tanto defende). Isto não se trata de ganhar ou perder. Logo a seguir do referendo as clinicas vão começar a entrar no nosso pais. Isto quer ganhe o sim ou o não. Temos e de ajudar aqueles que mais precisem a ter alternativas e a não serem tentados por a péssima opção que lhes oferecem. Em espanha a lei é igual á nossa e o número de abortos é muito superior. Grande parte desses abortos são justificados pelas razoes psicológicas. Sejamos responsáveis e coerentes. Voto não e sei que tirarei a oportunidade a muitas mulheres de fazerem uma asneira da qual se vão arrepender o resto da vida. Abraço e obrigado mais uma vez
14 comentários:
Não me vou estender a paradigmas e filosofias de "talvez sim, talvez não", mas acredito num estado livre e forte, e um estado dessa magnitude necessita de marcar diferença na sua vida social... Pessoalmente não sou a favor do aborto, penso também no risco que uma mulher corre por praticar tal acto (e isso está afirmado cientificamente), mas acredito que esse estado só existe se cada um tomar consciência das suas decisões, se tudo for livre. É por tudo isto que voto sim no referendo sobre a despenalização do aborto, não para agradar conhecidos (se é que isso é possível neste caso) mas porque acredito no meu caminho e tomo essa consciência irrevogável. Claro, para tal estado existir é preciso se investir na formação e na educação, exactamente aquilo que as nossas identidades reguladoras descartam dos seus trabalhos mais importantes, mas isso é outra história... Continua com o teu blog, mas tenta informar com factos (a própria fé é credível quando é bem demonstrada) e justificar o porquê de escolheres o "Pelo Não"... Vamos criar um estado informado. Boa sorte ;)
Não entendo... Este argumento retomado pelos defensores do SIM que diz: eu, pessoalmente sou contra, mas não vou privar os outros de fazerem as suas opções...!
Este "liberalismo" atávico e totalmente ilógico só pode esbarrar com uma pergunta, bem simples:
"Eu sou contra a pedófilia, não a pratico, mas acho que os outros devem ter a oportunidade de poder optar".
Caro Vítor Carvalho, subscreve esta afirmação?
www.aquihaesperanca.blogspot.com
Caro amigo "Jardim do Arraial"... Não queria me estender pelo infinito das coisas, mas como se adiantou com matérias que não cabem na discussão, também eu me vou "adiantar" com outros assuntos:
Há questões geopolíticas muito interessantes pelo mundo fora, vou-lhe contar dois exemplo muito simples, o genocídio dos Judeus na Alemanha era uma questão de prioridades étnicas... a morte desesperante de civis do submundo africano, latino e asiático é uma questão de ocupação/espaço e, em muitos lugares, dinheiro, exploração... diga-me meu amigo que mais situações de "politiquisses" conhece que levam à morte de milhares de civis? Vamos assentar todas as questões seriamente, vamos falar das coisas próprias... Faça o senhor(a) um inquérito e vai tirar logo as suas conclusões, pergunte por quantas mulheres já fizeram um aborto e ficará a saber que a maior parte, mais de 70% já o fizeram de livre e espontânea vontade... procure informações de mulheres que vieram a ter problemas - e muitas que já faleceram - devido a um aborto realizado em condições desumanas... pergunte o que quiser...
Não acha o senhor(a) que um estado aberto à cultura e à informação, livre, dará maior prospecção de boas condições aos seus cidadãos, mais do que um estado restringedor? Claro, luto todos os dias por um estado assim... e se tal estado acontecesse, talvez não estivessemos aqui a debater o aborto, porque não havia, porque o estado seria um estado de informação, e assim, não havia restrições a esse problema...
Quer continuar a manifestar-se com frases "atávicas e ilógicas" que tentam mistificar uma analogia inexistente? "Sou a favor da vida, sou contra ao aborto, então, por isso, vamos continuar a condenar bébes à vida em muitos bairros de lata portugueses, sem instrução e com mães adolescentes sem condições minimas de sobrevivência"... Acho que - e desculpe-me se estiver errado, mas foi o que me transmitiu com a sua sentença - o senhor precisa de perceber melhor em que condições os assuntos são tratados... o que eu quis dizer foi: sou contra o aborto, e sou, pessoalmente sou, se pudesse, e como não olho apenas para o meu umbigo e capto as situações vividas ao meu redor, votaria NÃO... mas a SITUAÇÃO actual no nosso país, e um pouco por todo o mundo, levam-me a ponderar o meu voto e a escolher SIM... É isto que todos nós devemos fazer, não é votar porque achamos "A", é votar porque achamos que "A" se encaixa melhor no perfil social, politico, económico, whatever, dentro da comunidade a que estamos a ponderar.
Sabe, foi a censura da cultura Capitalista/Totatalitarista que criou esta sociedade da "desimformação"... temos pena, mas as coisas são mesmo assim!
Caro Vítor:
Mas que raio tem a ver “um estado aberto à cultura e à informação” com um Estado onde uma mulher pode abortar arbitrariamente…?!? Não entendo essa analogia. Alguém aqui questionou essa abertura?!? Você é dos tais que confunde evolução civilizacional com manipulação científica do corpo?
Que se informe, pois! Que haja abertura! Que não hajam restrições à formação e informação! Mas que tem isso a ver com a liberalização do aborto? Essa informação pressupõe esse direito?
Não se trata de uma “analogia inexistente”, caro Vítor. Se você insiste no direito que deve assistir aos outros, de fazer algo que você sabe estar errado, pergunto-lhe se pensará o mesmo em relação à pedofilia! É simples e você não respondeu…!
Será que o aborto é uma coisa má quando é você a fazê-lo, mas já pode ser aceitável quando é alguém que concorda com a prática a fazê-lo?!? Trata-se disso? Então, lá está. A pedofilia é má quando se trata da sua perspectiva, mas se for praticada por quem concorde já se torna aceitável! É a mesmíssima lógica!
Quanto à sua abordagem sobre “condenar bebés à vida em bairros de lata”… Começo logo por destacar a infelicidade do excerto “condenar bebés à vida”, uma peculiar e triste conjugação de palavras. Se é em bairros de lata ou em palácios que viverão os nasciturnos, nada temos a ver com isso. De muito bairro de lata nascem grandes homens e de muito berço de ouro vêm grandes crápulas, certo? Quem somos nós para diminuir a razão de existir de quem nasce com menos posses?!!?
Convido-o a ler, sobre isto, o seguinte texto que deixei no “Aqui há Esperança”:
http://aquihaesperanca.blogspot.com/2006/10/o-sonho-abortado.html
Todas estas discussões e troca de "galhardetes" a fim de justificar uma ou outra posição pode-se de facto estender até ao infinito, haja capacidade de argumentação, mas quando se tem a coragem de assumir frontal e coerentemente uma posição,quando a lógica impera e não a capacidade argumentativa então determinadas posições acem por terra tal qual um castelo de cartas.
Em concreto :
Um defensor do SIM tem que ser forçosamente contra o plano de educação sexual existente hoje neste país, senão vejamos :
Só existe um aborto quando existe uma gravidez e só existe uma gravidez quando existe uma relação sexual desprotegida, ora se a pedra angular do plano de educação sexual é precisamente consciencializar para o uso do mesmo e se o mesmo par além de prevenir DST's evita uma gravidez, então sem gravidez não há nada a abortar, portanto quem é a favor do SIM ao Aborto TEM que ser CONTRA o uso de preservativo e consequentemente contra o plano de educação sexual. Não existe meio termo.
Um defensor do SIM tem que ser a favor da Pena de Morte,não se pode por um lado denunciar a pena de morte como uma barbárie e por outro dizer que está tudo O.K. quando se mata até ás 10 semanas.
Já agora qual a diferença entre um ser com 10 semanas e outro com 10 semanas e 1 dia para se legitimar a defesa em matar o primeiro em detrimento do segundo?
Sou a favor do NÃO, contra a pena de Morte e de pleno acordo com o uso do preservativo, tudo o resto não passa de agendamento politico.
Se porventura vencer o SIM não estarão os defensores do Não Legitimados para que daqui a 8 ou 10Anos a exigir um novo referendo?
Se o Não vencer quanto daqui a quanto tempo vamos ver os defensores do SIM a clamar por novo referendo?
É no mínimo vergonhoso.
Caros senhores,
informo que criei um novo blog onde defendo a vida, contra a prática do aborto.
O endereço para o Huum e tal... NÃO é http://umnao.blogspot.com
Cumprimentos
Bons dias. Gostaria que divulgasse o meu blog anti-aborto, precisamente porque lutamos pela vida...
Se assim puder ser, o link é:
http://abortarotanas.blogspot.com
Obrigado. Um abraço pela vida...
No mínimo vergonhoso é ler o que li da parte dum certo BB… no entanto é um vergonhoso irónico! (dá para rir) Para alguém que inicia uma conversa a dizer que é necessário existir capacidade de argumentação e futuramente diz tamanhas calúnias em forma de Pseudo premissas que levam a conclusões supostamente óbvias!
Até agora que começo a reler o que foi escrito para tentar responder me dói o coração, e pela primeira vez acho que escrevo uma resposta a algo pronto parvo! (e peço dsc pela sinceridade! É que até parece mal esse texto quando se escreve “pedra angular”) ainda tive para pensar deixar de responder mas pronto pode ser que um pouco de algo te ilumine! Para finalizar a critica ao que foi escrito se quer realmente fazer e tentar motivar as pessoas para votar no “Não” existem formas menos parvas… como este blog onde até existem coisas bastante interessantes…
Começando então o comentário ( lolololol) ao que foi dito ou sua tentativa pelo sõr BB lol… com que então … a malta do sim deve ser contra o uso dos preservativos! Porque deixa cá ver… o uso do preservativo é pá faria com que deixasse de existir abortos ( fiz uma pausa longa na resposta pk tive a batar com a cabeça na parede… mas será que tu vês realmente sentido nas premissas que escreves? Pronto eu vou tentar achar que sim… ) então uso de preservativos deixar de existir abortos! Porque com preservativos não existem gravidezes e como tal a malta não pode abortar! E COMO O OBJECTIVO DA LEI É A MALTA ANDAR A FAZER RAVES DE ABORTOS POR AI A FORA… claro que faz sentido! (E realmente espero que tivesses todo fdd tipo com álcool ou substancias ilícitas) SIM QUE A MALTA QUE È DO SIM MAL A LEI SEJA APROVADA O PRESERVATIVO VAI A VIDA E AS EMPRESAS QUE OS PRODUZEM VÂO A FALÊNCIA! ( nem assim consegui me equiparar a estupidez do que li…) MAS ainda bem que colocaste as DST na equação ( será que compreendes que também servem para isso e não so para a malta não engravidar??)
(Sobre a pena de Morte até conseguiste fazer sentido… upa upa foi difícil?… apesar de existirem mais considerações a fazer… mas já me estou a estender mt e quero escrever outras coisas)
Mas pronto vamos então jogar (que eu acho piada aos jogos que se fazem) ao jogo das premissas parvas que levam a um resultado óbvio: pronto desisti de o fazer… seria preciso descer bastante baixo para se te equiparem e de certo teria de cá vir responder e explicar que eram exagero mas que até eram coisas capazes de fazer sentido…
E folgo em saber que usas preservativo! E por outro lado tenho pena que o preto e branco do mundo te seja assim…Talvez seja melhor se se entender melhor a posição do Sim e não só aquilo que ela aparenta ser…
(…) LER AQUI caso não seja BB
Parte então importante do meu texto: Após a crítica gostei bastante da última questão do BB “o que impedia daqui a oito anos ou dez o vencido tentar outro referendo…” muito boa questão… (aqual não respondeste somente insultaste…) aproveito e debito um pouco… se o SIM ganhar acho que seria inútil da parte do Não mobilizar os esforços para novo referendo e sim seria útil tentar preservar vidas que supostamente é o que tentam “hoje” fazer ao lutar pelo Não ( coisa que acho já se percebeu não acho que se faça)… Deverão não só tentar consciencializar as pessoas para as diferentes opções que tem para além daquela que aparentemente é a mais fácil, e que se diga não é!... Deverão fazer da opção aborto a pior das restantes isto independente da consciência de qualquer pessoa! ( sim porque existe quem ache que sim… e tal facto não se pode negar…)TALVEZ ISTO SIM SEJA LUTAR PELO NAO...
Novamente peço desculpa a dona do blog por ocupar tanto espaço…
A Plataforma "Não Obrigada", irá realizar no próximo dia 11 de Janeiro de 2007, quinta-feira, às 11.30h, no Hotel Tivoli, em Lisboa, uma Conferência sobre "A MULHER E O TRAUMA PÓS-ABORTO".
Esta Conferência terá como oradores o Prof. Adriano Vaz Serra, Psiquiatra e Professor Catedrático de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Coimbra, a Dra. Margarida Neto , Psiquiatra e a Dra. Maria José Vilaça, Psicóloga.
Durante a Conferência serão revelados e facultados estudos científicos que sustentam as intervenções dos participantes e comprovam a evidência científica do trauma pós-aborto.
Os oradores estarão à disposição para responder a todas questões relacionadas com este tema.
Para mais informações contactar:
Inês Teotónio Pereira
917727126
Tiago Cardoso
963041232
Estranhamente, o acórdão 617/2006 do Tribunal Constitucional, que em Novembro passado verificou a constitucionalidade do referendo, começa por apresentar os projectos de lei que foram reprovados e ignora o 19/X/1 do partido socialista, que está subjacente ao referendo, aprovado em Abril de 2005.
Acontece que nesse projecto se propõe uma alteração ao Código Penal que contempla a exclusão de ilicitude do aborto “por razões de natureza económica e social” até às 16 semanas (cf. alínea c do nº1).
É patente a armadilha estendida ao cidadão votante no referendo: se as 10 semanas vencerem, a liberalização irá na prática até às 16, uma vez que as sobreditas “razões” económicas ou sociais não excluem “pedidos” e “opções”. Isto se o processo legislativo subsequente ao referendo não alterar nada, o mais provável uma vez que este expediente satisfaz mais que amplamente o que estava proposto nos projectos dos outros partidos de esquerda.
Urge denunciar e esclarecer a situação.
Passem pelo nosso blog, deixem o vosso comentário.
Somos um espaço de Debate de Cidadania.
www.pormirandela.blogs.sapo.pt
Extraordinário pensamento, simples e actual. Obrigado por mo dar a conhecer.
Amigos... Embora não vos conheça de lado nenhum fico muito contente por ver todos esses argumentos. Todos vocês fazem este mundo ser preenchido de amor verdadeiro. Votem não. E depois disso lembrem-se que também isso nos dará muito trabalho e responsabilidade. Não sejamos como o mimado do socrates que ou lhe dão o brinquedo dele ou ele nao brinca com mais ninguem (nem ajuda aqueles que tanto defende). Isto não se trata de ganhar ou perder. Logo a seguir do referendo as clinicas vão começar a entrar no nosso pais. Isto quer ganhe o sim ou o não. Temos e de ajudar aqueles que mais precisem a ter alternativas e a não serem tentados por a péssima opção que lhes oferecem. Em espanha a lei é igual á nossa e o número de abortos é muito superior. Grande parte desses abortos são justificados pelas razoes psicológicas. Sejamos responsáveis e coerentes. Voto não e sei que tirarei a oportunidade a muitas mulheres de fazerem uma asneira da qual se vão arrepender o resto da vida. Abraço e obrigado mais uma vez
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