Quarta-feira, Janeiro 24, 2007

Ele há coisas...!

Nesta pré-campanha já ouvi muitas barbaridades e mesmo muitas mentiras, mas a última que ouvi deixou-me sem ar...
A propósito do projecto "A mulher merece mais", publicitado num dos blogues (http://antiaborto.blogspot.com), alguém disse:
«Recolher fundos? Agora?
Não será um bocadinho tarde?
(gato escondido com rabo de fora ou... rabo escondido com gato de fora)
Tiveram quase oito anos e estiveram-se nas tintas.
Hipócritas, os pró-prisão...»
Não sendo um verso nada poético, deixou-me boquiaberta: portanto nós não teremos feito nada nos últimos oito anos.
Aproveito para relembrar alguns números:
1. ADAV de Coimbra:
- Projecto Mãe: apoios a mães no seu direito à maternidade - a jovens grávidas com medo da reacção da família (apoio material e psicológico); a mães que temam perder o emprego por estarem grávidas (apoio jurídico e material); a mulheres e homens que sofram de traumas, devido a abortos feitos no passado. Esta IPSS nasceu em 1999.
2. Ponto de Apoio à Vida
- Actividades: atendimento temporário, realização de testes de gravidez, aconselhamento jurídico e médico, acompanhamento social e psicológico, formação e apoio ao planeamento familiar, atendimento telefónico através de número gratuito, etc
- NÚMEROS: atendimento a cerca de 5225 mulheres.
3. Ajuda de Mãe
82039 chamadas recebidas
3572 apoios a mulheres no espaço Grávida, Gab. de Psicologia e Atendimento directo
806 mulheres acompanhadas nos gabinetes de atendimento
180 mulheres acolhidas
193 crianças acolhidas
2289 apoios alimentares distribuídos
4186 enxovais e produtos de bebé dados a mães
71 qualificação profissional a mulheres
...
SÓ EM 2005: apoio a 1165 mães e seus filhos, recepção de 6676 chamadas do SOS Grávida, reintegração 500 mães no mercado de trabalho, etc
4. Ajuda de Berço
Só no ano de 2005/2006
Nº de crianças acolhidas - 200
Nº de enxovais distribuídos - 500
Nº de regresso a famílias biológicas - 60% das crianças acolhidas
Entre muitas outras...
Agora lançamos o projecto "A mulher merece mais" (http://dizqnao.googlepages.com/ProjectoAMulherMereceMais.pdf). E então? Não é o que temos feito nos últimos anos...?
As alternativas existem e devem ser apoiadas em vez de oferecer o aborto às mulheres.

23 comentários:

ericlin911 disse...

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Iosef, sj disse...

caros amigos,
se isto deste post é verdade, e eu acredito que sim, porque é que não escrevem um artigo a nível institucional e publicam na imprensa nacional (publico, DN,JN , expresso etc...)para acabar de vez com as mentiras dos que apeam ao "sim".
A verdade não se deve esconder e dizer a essa cambada de "jacobinos" e "esquerdistas caviar" promotores da cultura de morte e do nihilismo ..afinal este país não é só nem sobretudo o que eles dizem ou querem fazer crer...
a moda é defender a vida e não a Morte.

pedro almeida disse...

Sem complexos nem rodeios, a lei em referendo pergunta o seguinte:

"Concorda que a mulher, em decisão única e exclusiva*, deva ter um prazo adicional de 10 semanas após engravidar, para pensar se quer ter o filho ou se quer um aborto (com ou sem motivo), sem apoio nem acompanhamento?"


* mesmo que seja menor, não precisa informar os pais. O pai da criança nunca tem que ser avisado.
No fundo acaba-se com o "Querido, estou grávida, vais ser pai" e passa-se para o "Querido, estou grávida, daqui a 10 semanas aviso-te se vais ser pai ou não".

Anónimo disse...

Vida Sempre...
Existe um novo hino para a campanha pela Vida:

http://guardavida.blogspot.com

Vamos todos Cantar a vida.

Carlos Duarte

Guard'a Vida disse...

Deixamos esta sugestão do nosso grupo cívico: um tema composto pela Banda Jota, um grupo de música desta região do país, que apela à vida. Visitem para ouvir:

http://guardavida.blogspot.com

ampo disse...

Portanto, deve-se obrigar uma adolescente, a uma jovem em início de carreira, a uma mãe que já não quer ter mais filhos, p.ex., a ter uma criança e a dá-la a uma instituição quando ela nascer, é isso ?

Anónimo disse...

Mas quem é que disse que era obrigação?? Então mais vale a pena recorrer ao aborto do que dar a criança para a adopção, onde pelo menos seria acolhida por alguém que lhe possa dar uma boa vida?
Estou a ver que muitos desses apoiantes do Sim, não estão informados...vão é com a onda da moda do Sim.

ampo disse...

Desculpe lá, então não é uma obrigação ?
Aliás, os laços de afecto criados por um feto de 10 semanas são iguais aos criados por um recém-nascido, não é ?
E é facílimo adoptar em Portugal, certo ?
Além disso, ninguém vai condenar socialmente uma mãe que não pode criar um filho, sobretudo se for solteira... E o filho nem é tratado por bastardo, nem nada, certo ?

Anónimo disse...

Se a Lei proíbe, é evidente que é uma obrigação, a menos que seja um filho desejado. Acho eu de que...

Anónimo disse...

A onda da moda do "Não" quer sua excelência dizer, ou não me diga que é Opus Dei ou que não está para alimentar clínicas espanholas nem aturar velhos, será ?

Maria HM disse...

Sinto-me verdadeiramente frustrada quando leio os argumentos da campanha pelo NÃO. Para além de ignorante e tacanha, é criminosa. A campanha pelo NÃO revela a grande irresponsabilidade e imaturidade que Portugal terá de saber superar, mais cedo do que tarde.

Vamos lá a ver se nos entendemos, agora bem claro...Fazer um aborto, nao é o mesmo que trocar de camisola, ir almocar com os ilustres colegas ou celebrar uma missinha aqui, outra ali. Nao hajam quaisquer tipo de equivocos, a mulher que opta pelo aborto é a mulher que toma uma das decisoes mais dificeis da vida - decisao esta que a acompanhará para o resto da sua vida. Este tipo de decisao nao depende da temperatura da agua do mar, este tipo de decisao é uma necessidade incontornável. O aborto é doloroso, quer a nível físico, quer a nível emocional. Entendidos? Ponto final.

Aos excelentíssimos defensores do NÃO, e aos membros da igreja que ferozmente defendem a continuação da penalização do aborto: é pena que a vossa contribuição seja limitada, superficial e pautada de juízos de valor mesquinhos e desnecessários. O vosso dever é contribuir de forma lúcida para uma sociedade sã, que respeite a integridade social, moral e cívica de TODOS os cidadões, homens e mulheres. A vossa função é assegurar que os mecanismos e entidades centrais (por exemplo, sistema nacional de saúde) estão aptos a oferecer todos os meios necessários de tratamento e acompanhamento aos cidadões portugueses.

O resto? Desvarios líricos, dinheiro público mal gasto. Salários pagos a “personalidades” que não teem competência e descernimento para ocupar cargos com responsabilidade pública relevante....e que revelam deficiências em participar em discussões públicas de forma responsável, capaz e baseada em factos sociais e científicos de outros países mais “civilizados” que o nosso.

É chocante ver o senhor cardeal fazer propaganda pela penalização do aborto. A igreja católica deveria ser, a meu ver, uma das primeiras instancias a oferecer apoio emocional a mulheres que fazem um aborto (e talvez, a familiares próximos). A posição do senhor cardeal, e da igreja católica portuguesa é egoísta e mesquinha. A posição da igreja católica portuguesa é semelhante á propaganda no tempo das trevas - e no tempo das trevas, passo a expressão, que fique apenas o Diabo.

É simples: como cidadã e contribuinte, é meu pleno direito o acesso ao serviço nacional saúde, assim como é meu direito receber assistência profissional em todas as situações que se destinem a assegurar o meu bem estar físico e emocional.. Se é um aborto ou se é um braço partido, isso é obviamente e exclusivamente da minha conta.

Finalmente, que se desmembrane o último dos mitos aqui envolvidos. O aborto não é feito pelas classes mais baixas. Pelo contrário. A diferença fundamental tem a haver com o poder de compra que cada um. A diferença está entre contractar os serviços de uma clínica particular especializada (ou não – o aborto não é um procedimento necessariamente acompanhado pelo médico, mas por um assistente qualificado) onde tudo é feito de forma profissional e sem riscos ou; ter de fazer um aborto numa chafarica sem quaisquer condições de higiene ou meios apropriados para efectuar o procedimento.

A campanha pelo NÃO é surda, cega e ..... deveria ser também, muda.

Maria HM. Empresária.

Anónimo disse...

Acho que isto merece divulgaçäo, por isso o proponho a publicaçäo no vosso blog. Obrigada! Marta aci

Música interessante, legendada em português:
http://www.youtube.com/watch?v=5foecye1o00&mode=related&search

Um correio que a minha irmä escreveu aos meus primos depois de uma conversa de café sobre o referendo do aborto (todos a favor menos ela).

Queridos primos,

Não sei como hei-de dizer tudo o que quero dizer-vos, mas cá vai a minha fraca tentativa.
São 6:07 da tarde de Sábado e eu acabei de chegar a Esposende, onde vim tomar banho e trocar de roupa para ir à festa de uma minha amiga. Ainda queria passar pela Eros para me maquilhar e para escolher uma prenda e depois às 7:00 convém que vá fazer a hora de jantar da minha empregada da parafarmácia. O meu jantar é às 8:30.
Digo isto para que vocês saibam que me pesa imenso o factor “realidade”.
Portanto, não estou a viver um momento filosófico, nem romântico, nem sentimentalista.
No entanto, à vinda para Esposende, vim a chorar como uma Madalena arrependida. Convém lembrar que eu nunca choro. E que também não estou com disposição diferente daquela com que me deixaram há pouco. Estou como vocês me viram, ou seja, bem.
Mas meti-me no carro e pus o CD da Aretha Franklin e ao ver o lindo fim de tarde que estava desatei num choro compulsivo.
Porquê? Por todos os amantes da Natureza, por todos os rapazes que têm um sorriso lindo, por todas as mulheres que se apaixonam e vivem momentos maravilhosos alguma vez na vida, mas que não chegaram a nascer e que, portanto, não chegaram a ver fins de tarde bonitos, nem a rir-se com os amigos, nem se sentiram transportados para o céu quando se apaixonaram.
Iam ser pobres, se tivessem nascido?
Os pobres, os miúdos dos orfanatos não se apaixonam nem riem e não gostam de apanhar sol?
Lembram-se daquela cena do filme “A Vida é Bela” (sim, porque a Vida É Bela!) em que os convidados do casamento se indignam por causa da dificuldade de cálculo exigida a crianças alemãs de poucos anos em contarem ?Quantos judeus sobram de um grupo de 7 se matarmos 3?? É de rir, é de chorar. A pobreza nesta discussão é a parte acessória, assim como a dificuldade aritmética.

Ouvir Aretha Franklin? não sei, lembrei-me dos pretos (dos negros, que é mais poético) e das suas lutas pela liberdade.
Se eu vivesse nessa altura, do fascismo ou da escravatura, imagino-me sempre a ser rica, a ser da parte dos “maus”, mas “boazinha”, tipo, ía olhar para os pretos e para os judeus e ver que “oh pá!, eles até são seres
humanos!” e que ía ter imensa pena e que não os matava.
Mas eu não quero ficar do lado errado da História. Eu queria ser dos que lutam pelos direitos dos homens, eu queria ser grandiosa. Não pelos pretos, não pelos judeus. Por mim! Queria ser dos que lutam pelos direitos dos homens porque são essas as pessoas que têm as cordas do coração mais afinadas, tão esticadas que até doem.
Não queria ficar do lado dos que mais ou menos acabam por não fazer mal nenhum.
Hoje ao vir para Esposende, ao ver o fim da tarde (não o pôr-do-sol que é piroso) e ao ouvir a preta a cantar um “soul so chic, so cool”, comovi-me.
Chorei pelos miúdos que não nasceram, mas muito mais pelos que nasceram, mas ficaram zombies, mornos.

Eu sei que os miúdos dos orfanatos são problemáticos, sei que sofrem horrivelmente, que são revoltados, que a pobreza e a solidão dói mais do que eu posso imaginar. Mas também sei que ser rica, ser gira, saudável e
inteligente como eu (eheh) e como vocês (ahah!) também dói. E que desilude. Que cansa e que revolta. Sei que todos temos problemas e, se querem saber, os meus doem-me sempre muito mais do que os dos outros. Sei que às vezes passam-se meses sem graça nenhuma, sem brilho. E que trabalhar cansa, que os pais, irmãos e filhos aborrecem e magoam muitas vezes.
Mas sei que já experimentei amar. Já vi o mar, o dia, a noite, já ouvi música, já passei o Natal na quinta, já comi fruta incrivelmente boa, tive amigos, apaixonei-me, vi filmes maravilhosos, já amei a Deus e sei, espero
(tenho esperança!) que tudo volte a acontecer mais vezes. É incrível mas eu vejo a luz do dia todos os dias e amo gente todos os dias. Há Natal todos os anos?
Vivo todos os dias e quase todos os dias são só mais um. Mas no meio deles há imensas oportunidades de eternidade ? digo eu que já experimentei.
Eu vivo para momentos desses. Como vocês, certamente. Como toda a gente. Não é de certeza para o carro, para a casa, para a passerelle do sucesso nem para a reforma que vivemos.
E os pretos? E os judeus? Também, calculo. Vivem para amar ou, pelo menos, para momentos em que sentem melhor ou mais o amor. Penso que os que deviam nascer e acabam por não nascer também era para isso que viveriam. Para marcar golos no campeonato inter-orfanatos e para se apaixonarem adolescentemente pelo giraço que tem um pequeno problema com as drogas. Quem sou eu para censurá-los?
Vou matá-los? Ou permitir que o façam?
Vou deixar que todo o desenvolvimento científico, que a riqueza de um país, que a luta pelos direitos do Homem me adormeçam, me insensibilizem a tal ponto que eu me torne na filha do senhor esclavagista que até é boazinha ou no soldado nazi que resolveu não matar aquele judeu?
Certamente que a filha do esclavagista e o soldado judeu eram pessoas do seu tempo e que foram bons e “mereceram” nascer, que foram bons na medida em que a realidade à sua volta e o seu entendimento da mesma lho permitiram.
E se eu olhar para o relógio vejo que são 6:45 e que ainda não tomei banho nem me vesti e que já não me vou maquilhar e, portanto, não vai ser hoje que vou sacar o engenheiro jeitoso na festa. E, no meio desta realidade e do meu entendimento sobre ela, sei que se ligar a televisão vejo o triste noticiário e a seguir a divertida telenovela e que me esqueço de tudo e nem sequer vou querer passar esta carta a computador para vos enviar por email.
Sei que o “choque de realidade” é poderoso e quase nos mata a todos o gosto de viver. Mas é porque gosto de viver que vos escrevo. É porque amo o mundo, os que vão nascer, os que por cá andam e a vocês muito concretamente.
Por isso, é que vou votar não à legalização do aborto ou à pergunta qualquer que ela seja no dia do referendo.
E é por essa mesma razão que eu acho que eu, vocês, os que por cá andam e os que hão-de nascer devemos todos trabalhar mais no “voluntariado” e nos “orfanatos” e na política, nas perfumarias, nos bancos, nas escolas e nos meios de comunicação, de forma a que todos vivam melhor.
Sou hipócrita, sim? mas é porque faço apenas um milésimo do que nasci para fazer. Amo pouco; às vezes, o choque de realidade, os noticiários, a “saúde pública”, o trabalho, a falta de dinheiro ou o medo que ele falte,
me fazem esquecer que uma viagem para Esposende ou um café com a família podem fazer com que valha a pena nascer.

Rita



Bem, afinal não acabei.
Estou no Centro fármaco a fazer a hora de jantar. São 7:30. Vou chegar atrasada. (Meu Deus, como sou uma sacrificada pelos pobrezinhos!)

Eu sei que há óptimos argumentos para o sim. O melhor é o de “vai continuar a fazer-se abortos, só que em situações precárias”.
Em primeiro lugar, para todos os argumentos do sim, há contra-argumentos do não, claro e vice-versa.
Em segundo lugar, o que eu acho que é que “males” haverá sempre. O problema é que a coisa é muito mais profunda que as condições precárias dos abortos ou do julgamento das mães.
A questão é o que leva as mulheres a abortar. A pobreza, a vergonha pública, o medo dos pais,?
Eu acho que nós contribuímos com o facto de sermos ricos e não distribuirmos, com o facto de sermos giros, termos estilo, sermos inteligentes e termos sucesso (sim, eu também sou assim), contribuímos com as nossas opiniões, estilos de vida, comportamento e omissões para que as “mães solteiras” Tenham vergonha de o ser, para a ambição dos pobres em serem ricos e em querem dar aos filhos aquilo que eles não tiveram?
Por isso é que eu acho que o trabalho é muito mais extenso do que só votar não. O trabalho que temos de fazer é dar condições aos outros, não julgarmos, o de definir as nossas prioridades e passá-las aos outros, é o de
trabalhar para o Reino de Deus (lamento o incómodo da expressão). Reino de Deus é o sítio (este) em que as pessoas têm condições para ver mais fins-de-tarde, reparar melhor nas músicas e amar de forma mais pura. É o
sitio em que todos são mais santos, mais Schindler (da “Llista de Schindler”), mais Luther King e menos “oh pai!, dá só três chicotadas; não é preciso serem dez”.

Beijos e beijos,
Rita

PS : Espero não ter estragado o gosto por Aretha Franklin.

Anónimo disse...

Votem NÃO...
E quando as V/ filhas adolescentes aparecerem grávidas em casa, programem uma inocente viagem de fim-de-semana a Madrid ou a Londres para "resolverem" o problema e aproveitem na volta para trazer umas sacolas com roupa de griffe de fazer inveja às amigas.

Carla disse...

Penso que a maior hipocrisia do vosso blog passa pelo facto de se esquecerem q enquanto nao liberalizarem:

- NUNCA mais as politicas sociais sao postas em pratica porque vai-se continuar a fechar os olhos a algo que acontece ás "escondidas";

- NUNCA MAIS sabem quem pretende abortar logo nao vao conseguir chegar a essas pessoas para evitar que isso suceda;

Se acreditam tanto que a politica social e a religiao é a solução para este problema LIBERALIZEM e ponham maos à obra. Nao é penalizando e atirando este problema para a marginalização e para o lado obscuro da sociedade que ele vai deixar de existir.

Badajoz está aqui ao lado. O aborto vai continuar a existir enquanto nao houver politicas internas.

A igreja cada vez desilude mais. Tanta riqueza e tao pouca ajuda. Falam muito mas nao os vejo nas ruas, no meio das pessoas q realmente precisam.é realmente confortavel o trono de S PEDRO.

Outro questão gira que toca o limear da hipocrisia é chamarem vida a um feto. Optimo... é verdade!! e a mae, não é uma vida? Alguem se le,mbrou de defender a mae? O feto é uma vida potencial, a mae é uma vida concreta...

falando em vida potencial ou vida: um ovulo é vida. Um espermatozoide é vida... que diferença têm estas duas celulas de um feto com 7 dias que ainda nem sistema nervoso tem? Onde está o limiar da vida e da potencial vida nao vos sei dizer mas nao ha-de ser pelo conceito de vida que la chegamos...

Se formos pela vida os catolicos sao TODOS uns criminosos. Comemos ovos, comemos carne, comemos peixe... abiam que tudo isso é substituivel por cereais? sabiam que a comida vegetariana e macrobiotica é tao rica ou mais que a mediterranica? tendo a mais valia de nao ter as toxinas que advem de comermos cadavares, mas o que interessa isso, não é senhores?! sao animais, nao sao pessoas...

O mesmo amor com que Deus criou o homem foi aquele com que criou as plantas e os outros animais. quem somos nos para falarmos de matar quando matamos animais para comer e pessoas para enriquecer??? Nao vos vi tao activos a quando da tentativa de empedimento da ida de militares para o Iraque. O que são aquelas vidas para voces? porque se levantam tantas vozes no caso do aborto e no caso da guerra se cruzam braços?

Deixa-me de veras maravilhada ver quao entendidos sois no tema do aborto e das razoes que levam uma mulher a abortar. Como sabem voces disso? Têm casos de aborto na familia ou andam a ler muito? se colocarem um pouco no meio desta realidade apercebem-se que não é por leviandade que o aborto se faz. Ninguem faz com leviandade algo que causa tanta dor. conheço quem o tenha feito, mais do que um caso e não é bonito nem repetivel, mas quem fez nao se arrepende, apenas se entristesse por o ter feito.

Falando em dor, se a dor é assim tao grande, se o trauma é assim tao grande, como podem temer que o aborto se torne um metodo contraceptivo? acham mesmo que alguem se sujeitaria a um segundo aborto depois do que se sofre? tenham paciencia...

esclarecimento:
- Sou cristã, não sou catolica
- EM PRINCIPIO nunca faria um aborto mas exijo que se dê essa liberdade de decisão pois é a unica maneira de realmente haver liberdade de expressao e de despoltar na opiniao publica o dever de evitar esta situação.

David Sanguinetti disse...

Caros amigos Maria HM, Anónimo, Carla,

Pego no título deste post: "Ele há coisas...!".

Vejam este documentário se faz favor:

http://video.google.com/videoplay?docid=6632732813222390835

Depois, opinem por aí à vontade.

Um pedido aqui à amiga Carla: é Cristã? Comporte-se então como Cristo espera de si. Não sabe? Leia o Evangelho, por exemplo. Ainda Jesus estava no ventre de Maria e já era Rei.

Mas não confundamos religião com aborto. De facto, todas as maiores religiões do mundo são contra a prática abortista (muçulmanos, cristãos, judeus, budistas...) Não batam só nos católicos. Batam nos outros também também, sff.

Mas agora (supondo que já viram este documentário) digam: acham que isto deve ser comparticipado pelo Estado, e realizado numa instituição de saúde?


"Ele há coisas...!"

Melhores Cumprimentos,
David Sanguinetti

pipilocas disse...

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Luisa Fernandes disse...

Venho aqui para responder a um comentário anterior de Maria HM.

O último comentário só me merece a resposta de que está enganado no local, aqui não precisamos dos seus préstimos, Obrigado. Porque, mesmo com dificuldades, somos capazes de pensar nos outros (os filhos tb são outros, já se descobriu o DNA).

Por acaso como ela, sou empresária, ao contrário dela respeito as convicções dos outros, mesmo quando não pensam como eu, e não me sinto no direito de dizer como é que os outros devem pensar, muito menos os lideres religiosos de qualquer fé, por alguma razão foram escolhidos para lideres.

Eu venho responder à frase "este tipo de decisao é uma necessidade incontornável. O aborto é doloroso, quer a nível físico, quer a nível emocional. Entendidos? Ponto final.":

1º- Ainda bem que já estamos de acordo em que o aborto é um mal, no último referendo era apresentado por alguns, como um bem essencial.
2º- Só será uma "necessidade incontornável" se nós quisermos. E nós, os do Não, não queremos que seja uma "necessidade incontornável", queremos lutar contra este problema, em vez de baixar os braços e deixar andar.
Queremos criar uma sociedade mais generosa, em que todos tenham a noção da sua responsabilidade PESSOAL em apoiar e ajudar uma mulher que está grávida e não tem as capacidades necessárias para, sózinha andar para a frente. A primeira ajuda tem que ser dizer "não o faças". Por isso nós votamos Não. A segunda ajuda tem que ser dar-lhe condições, mentais, sociais e principalmente materiais para poder contornar o problema.
Quanto a estas ajudas pode encontrar uma lista em: http://www.vidascomvida.org/index.php?option=com_wrapper&Itemid=36.

São muitas mas não chegam, é preciso a solidariedade da família, da sociedade, dos amigos, dos vizinhos, etc. e isso não me vão dizer que se consegue com a liberalização do aborto.


Não sei se tenho tempo para voltar ao blog mas se quizerem o meu mail é: marialuisafernandes@hotmail.com e o tel. 967023817

Luisa Fernandes disse...

Esqueci-me de dizer, que também já damos apoio a mulheres que abortaram e às suas familias. O contacto é :Vinhas de Raquel tlm-917354602, mail- vinha.raquel@email.com
Site- www.rachelsvineyard.org
Queremos ajudar mesmo! Não nos compete julgar!

Anónimo disse...

Mas vamos pensar...

Nós como cidadão deste país queremos que o estado encontre soluções ou crie soluções para que não se façam abortos, O estado deveria criar condições para apoiar as mães e os FILHOS, incluir na sociedade mães e FILHOS, não oferecer-lhes como única solução aos seus problemas o ABORTO.
Liberalizar o Aborto não é resolver o seu problema. Esse é o caminho mais fácil e o que menos trabalho custa a fazer.
A luta contra o Aborto Clandestino é uma questão de Saúde Pública, liberalizar o Aborto é demitir o Estado das suas responsabilidades nesse campo, porque não combate as causas do Aborto: mais e melhor educação sexual, maior informação e acesso a métodos de contracepção, existência de gabinetes de planeamento familiar em todos os Centros de Saúde com pessoas devidamente formadas nessa área, apoio à Maternidade e à Infância, menor burocracia nos processos de Adopção, seriam alguns dos aspectos a merecer atenção no combate e repressão do Aborto.
Mata-se os pobrezinhos…. Em vez de acabar com a pobreza?
Será que um drama (da mulher/mãe) se resolve com uma tragédia (morte do filho)?
Com a nova lei vamos ajudar as mães/mulheres?
Na minha opinião NÃO porque as mães vão ter como única saída (aos seus problemas) e ainda por cima legal o aborto, logo é mais fácil ceder a pressões...

Será que os portugueses sabem que, por exemplo, dar uma bofetada é crime, que insultar alguém é crime ou que fotocopiar integralmente um livro é igualmente um crime com pena de prisão até 3 anos? Como é que aniquilar vida humana intra-uterina, apenas “por opção da mulher”, pode deixar de ser crime?
Uma Mãe que rouba para alimentar um filho deve ir presa? Vamos despenalizar o roubo…?
Será que os portugueses estão conscientes de que irão pagar com os seus impostos os abortos praticados com base na mera “opção da mulher”? Será que os portugueses aceitam que o Serviço Nacional de Saúde possa vir a pagar a clínicas privadas (as espanholas estão preparadas para abrir em Lisboa com o aval do Ministério da Saúde) entre 829 e 1074 euros por aborto (portaria 567, de 12-06- 2006)? Será que os portugueses estão dispostos a aceitar que o mesmo Ministério que contratualiza abortos com clínicas espanholas feche maternidades por todo o país e obrigue mães portuguesas a deslocarem-se a Espanha para dar à luz?
Será que os portugueses estão dispostos a pagar um acto contranatura, como é o aborto a pedido, quando têm de, esperar largos meses, e até anos, por actos médicos curativos, como intervenções cirúrgicas da mais variada índole, tão ansiadas por tanta gente abandonada a um sofrimento que tolhe toda a qualidade de vida?

Desculpem-me a sinceridade apoiantes do Sim, mas…
Como sabem existem pessoas não católicas que apoiam o Não….e como também sabem muitas das instituições de apoio ás mulheres e aos seus FILHOS, foram criadas pela igreja Católica.

Que apoio dão os do sim ás mulheres para alem do aborto?

Kerem despenalizar só ixo...

procuraram saber as razões q levam as mulheres a abortar?

Ajudaram alguma mulher?

Criaram instituições que dêem alternativas ás mulheres?

Deram outras alternativas ás mulheres, para não cometeram abortos?

Anónimo disse...

VIVA O ABORTO LIVRE!

Anónimo disse...

Eu gostava de saber como é que os srs do NAO reagiriam se uma filha de 12 anos lhes aparecesse em casa gravida... provavelmente iam aumntar as estatisticas a Espanha...

Luis Miguel Martelo disse...

"Hipócritas, os pró-prisão...»

Carissimos,

Ontem numa sessão de esclarecimento do movimento "Norte pela Vida", ouvi um testemunho que para mim foi importante. Na assistência encontrava-se um jurista (que segundo disse vai votar SIM) que falou com conhecimento de causa dos julgamentos relativos a casos de aborto. Alertou para a situação altamente dolorosa que é estar sentado no banco dos réus e que essas mulheres são na sua maioria pessoas com problemas económicos, socias e de pouca formação escolar.

Qual então a solução para resolver esta situação concreta das mulheres que foram sujeitas a um aborto e colocadas num tribunal? Penso que hoje estamos confrontados com duas soluções:

1. Despenalizar a mulher (e todos os que participam no acto do aborto).
2. Atacar as causas e evitar que estas mulheres cheguem a tal situação.

A primeira solução é uma solução a jusante (pós-aborto).
É uma solução fácil. "Está em dificuldades? Não se preocupe: nós garantimo-lhes um aborto seguro e legal, e o problema está resolvido".
Está resolvido naquele momento mas não a curto, médio ou longo prazo.
Esta solução deixa a mulher, muitas das vezes em situação de desespero e entregue a si própria, na mesma situação e desresponsabiliza as pessoas que rodeiam mais de perto a mulher: o marido, o companheiro, o pai, familiares e todos os que forçaram de alguma maneira a mulher a optar pelo aborto. Esta solução retira também os direitos do pai à vida que ele também gerou. Esta é a solução que o Estado hoje nos propõe.

2. A segunda solução é uma solução a montante (pré-aborto). "Está em dificuldades? Nós estamos aqui para ajudar, para lhe dar os meios para ser Mãe, estender-lhe a mão agora e no futuro."
[Ver a lista de instituições de apoio à mulher antes e após o aborto, instituições que se apoiam no voluntariado, por exemplo, em http://aborto.aaldeia.net/apoioavida.htm]. Porque é que o Estado não informa as mulheres destas instituições? Um simples folheto seria pedir muito? O que é que o Estado fez para evitar as causas que levaram estas mulheres à opção do aborto? O que é que o Estado fez para eliminar as causas e evitar que aquelas mulheres chegassem aos tribunais? Porque é que o Estado se demite de apoiar estas mulheres?

Gostaria de acrescentar que não são só as mulheres que estão em julgamento mas também quem contribuiu para o aborto: "abortadeiras", médicos, enfermeiras, etc. E com a solução do Estado estas pessoas também são depenalizadas.

A solução que o Estado nos propões também não despenaliza as situações em que o aborto ocorre após as 10 semanas. As mulheres continuarão a ir a tribunal se o aborto ultrapassar as 10 semanas. E para abortos após as 10 semanas, o aborto clandestino será uns dos meio a empregar, muito particularmente para as mulheres que não podem ir ao estrangeiro. "Está em dificuldades? Não se preocupe, faço-lhe um aborto, paga-me e o problema está resolvido". A mulher encontra-se em situação de desespero e usa-se chantagem psicológica com ela: "paga-me e eu resolvo-lhe o problema".

O slogan "reducionista" que o SIM nos tem transmitido perante este problema tem sido essencialmente o seginte: "Mulher-Julgamento-Condenação. Concorda?"
Penso que "Mulher-Apoio-Maternidade-Vida" seria bem melhor.

Muitos das pesoas do SIM usam, ao contrário dos do NÃO, os termos fortes
de "Assassina" e "Criminosa". Aqui há que distinguir a Pessoa dos Actos. A Lei emite juizos sobre a legalidade dos actos e não sobre as pessoas. Compete a quem de direito julgar os casos concretos, aplicarem a Lei a cada caso particular, estudar a matéria de facto, proceder a uma averiguação, considerar as circunstâncias desculpantes e atenuantes, etc..

Não creio que é destruindo o feto que se resolvem os problemas.
Não me revejo numa sociedade que mata, que destrói uma vida (ao matar o feto mata-se também o seu futuro) para resolver problemas socio-económicos ou outros. E muito menos, a pedido da mulher sem qualquer justificação.

Não me revejo numa Lei que considere um acto intrinsecamente mau (morte do feto) num acto legal, numa que Lei que não protege. Um Estado em que as mulheres não são devidamente apoiadas e informadas, não é um estado que constrói.

Gostaria de viver numa sociedade onde a Lei protege (o feto e a mulher), onde a Lei é positiva, numa sociedade inclusiva, onde todos têm o direito ao primeiro dos direitos: o direito à vida, e não numa sociedade exclusiva, onde uns têm o direito à vida e outros não.

Como ouvi nessa mesma sessão de esclerecimento:
"O direito à vida é o primeiro de todos os direitos. É verdade que a vida não é um bem absoluto, mas é o primeiro de todos. Relativizo a vida, pois podemos dar a nossa vida por um ideal, para uma causa ou por outra pessoa."

Por isso, voto NÃO !

Cumprimentos para todos.
Luis Martelo.

Um apelo: falem com o maior número possível de pessoas (amigos, familiares, conhecidos, com os porteiros que conhecemos, com as empregadas de limpeza, com a senhora do quiosque onde compramos o jornal, com o senhor do café onde costumamos ir). Espalhem o NÃO boca a boca. Temos de perder um pouca da vergonha, ser "descarados", dar a cara pela vida, se a voz dos que ainda não nasceram, dos que não têm voz. Vamos lá mexermo-nos! Até Sexta-Feira às 24:00 todo o esforço vale a pena. Nem que seja por um voto no NÃO.

Luísa disse...

"Nº de crianças acolhidas - 200
Nº de enxovais distribuídos - 500"

é que so podem estara gozar comigo!

Sim...nasceram MESMO só 700 crianças fruto de gravidezes não desejadas... falta explicarem o que é aconteceu ao resto. De qualquer maneira não é so ter ou nao ter condições economicas/emocionais para ter um filho que leva uma mulher a abortar. Eu abortaria se engravidasse contra minha vontade e NÃO QUISESSE ter o filho. Não há associação de apoio que mude isso. eu não preciso de apoio ecónimo nem emocional, apenas não quero ter um filho agora. ponto final.