Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

A um mês do referendo...

Empenhada na Campanha do Referendo, volto à blogosfera para tecer alguns comentários sobre o que tem sido este pré-11 de Fevereiro.
* É notável a adesão de milhares e milhares de pessoas à mobilização que os 16 (DEZASSEIS!) movimentos do NÃO têm feito por este nosso Portugal: estamos cada vez mais certos que o que está em causa nesta campanha é voltar às origens, é tornar a dizer o que parecia evidente - sob o aspecto de uma despenalização está em causa a verdadeira liberalização do aborto a pedido. Porquê? Porque a mudança legislativa que pode advir da cada vez menos hipotética vitória do SIM conflui na oferta do aborto livre e gratuito a todas as mulheres do país. E a isto os portugueses respondem sempre NÃO.
* Mandatada por mais de 6.500 portugueses que subscreveram o grupo cívico DIZ QUE NÃO, permito-me uma pequeníssima achega ao argumentário do SIM:
- Mulheres na prisão: quando e onde? Onde estão essas mulheres detidas em estabelecimentos prisionais por terem abortado? Mais, por terem abortado até às 10 semanas de gravidez?
- Fim do aborto clandestino: como? Acabará também o aborto depois das 10 semanas?
O aborto é em si um acto doloroso e violento para qualquer mulher. Como tal, recuso-me a acreditar em mais uma mentira abortista, como se essas mulheres que tanto desejam o direito ao aborto passassem a ir ao Hospital da sua residência abortar! Toda e qualquer mulher quer esconder de todos e de si própria a decisão violenta que a marcará para o resto da vida. O ponto não é oferecer-lhe esta opção, é oferecer alternativas para que não exista em Portugal uma mulher que diga que abortou porque não tinha quem a ajudasse!


Deixo uma pergunta: o que fazemos às mulheres depois das 10 semanas de gravidez?
Porque eu sei o que farei no dia 12 de Fevereiro, estão todos convidados a responder a esta pergunta.

Catarina Almeida, Mandatária do DIZ QUE NÃO

7 comentários:

rui disse...

Aborto intelectual é o que as campanhas do sim e do não andam a fazer.

Anónimo disse...

Obrigada pelo seu comentário esclarecedor e construtivo!

Anónimo disse...

Obrigada pelo seu comentário esclarecedor e construtivo!

Anónimo disse...

obrigado pelo vosso trabalho...

Anónimo disse...

É deveras interessante o modo como a campanha contra o aborto está a decorrer. hipoteticamente, o aborto seria despenalizado, acham que so por assim ser as mulheres andariam para ai a fazer abortos sem mais nem menos? Já alguma de voces que passa a vida a proclamar que são contra o aborto, esteve na posição de ter que fazer a opção de abortar ou não? (Falam sem conhecimento de causa, correcto? Argumentar é facil, dificil é argumentar qd já se esteve numa posição dessas, porque se argumentarem podem ser levadas ao banco do tribunal). Será que ainda nao perceberam que o que está em causa nao é o facto de se ser contra o aborto ou a favor, mas sim, o facto de se ser a favor ou contra a DESPENALIZAÇÃO do aborto, dar opção de escolha! Questiono-me se é preferivel encontrar um bebe acabado de nascer num caixote do lixo, não é? Onde estão os apoios do estado levarem uma gravidez a avante sem ter condiçõe para sustentar a criança e dar-lhe o que ela necessita? São voces que vão ajudar monetariamente?

Anónimo disse...

acho que o argumento dos bebes que aparecem nos caixotes do lixo é parvo por duas razoes:

1º para o bebé qual é a diferença entre morrer num caixote do lixo ou morrer aspirado e esquartejado e no final acabar no caixote????

2º se estamos a criar esta lei para defender alguem que acha razoável deitar fora o seu filho deixando-o morrer, entao acho que o objectivo de criar leis desceu ao seu nível mais inferior. como pode ser lógico criar uma lei que defenda uma pessoa que consegue DEITAR FORA UM HUMANO!!!!

Anónimo disse...

"São voces que vão ajudar monetariamente?"

queira saber que existem varias instituiçoes como a "Ajuda de Berço", entre outras, que ajudam mulheres muito mais do que ajudaria a possibilidade de abortar livremente.